quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Disciplina de Campos Numéricos*

*Texto produzido pelo professor Daniel Ovigli


Campos Numéricos teve início com os seguintes objetivos: (i) situar historicamente os números e a importância dos diversos povos na construção desse conceito, focalizando a numeração egípcia, babilônica, grega e romana, (ii) reconhecer a existência de outros sistemas de numeração, (iii) criar um sistema de numeração próprio e, a partir desse produto, refletir sobre os limites e as possibilidades dessa produção, (iv) apresentar as diferentes possibilidades para representar um número: destacamos neste item a articulação com a ação prevista no objetivo (iii).
Em um primeiro momento (teórico), problematizamos oralmente a definição de número, seus usos cotidianos e como a sociedade chegou ao atual sistema de numeração (indo-arábico), além de abordar as operações aritméticas no campo dos números reais. A discussão foi conduzida com a utilização da referência abaixo, adaptada especialmente para o trabalho nessa aula, bem como nas três aulas seguintes:
SOUZA, Eronildo de Jesus. Sobre a história dos números. Disponível em <http://www.ifba.edu.br/dca/Corpo_Docente/MAT/EJS/SOBRE_A_HISTORIA_DOS_NUMEROS.pdf>. Acesso em 20 abr. 2014.
Destaque-se que os estudantes foram incentivados a efetuarem registros de suas produções utilizando câmeras presentes em dispositivos móveis, socializando-as com a turma e, a posteriori, empregar tais registros na elaboração de seu portfólio. Uma vez definidos os símbolos, a próxima etapa foi o desafio de criar uma representação para ausência de elementos (zero), sendo que nenhum outro símbolo poderia ser criado, visto que a base já estava definida.
Em um momento de reflexão coletiva sobre as ideias do texto lido, bem como as produções desenvolvidas, houve discussão sobre o fato de que os sistemas de numeração, como construção coletiva e social, portanto humana, podem ser desenvolvidos por cada um de nós. Buscaram, também, uma relação dessa construção cultural com os conhecimentos práticos da cultura popular, uma vez que todos os sistemas de numeração construídos fazem menção a elementos do campo ou do cotidiano.  
A fixação das operações aritméticas (adição, subtração, multiplicação e divisão) ocorreu por meio do desenvolvimento de jogos, cujo formato poderia seguir aquele já conhecido pelos licenciandos (roletrando, quebra-cabeça, jogo da memória, etc...)
                                     Fig. 4 – roletrando das operações com números inteiros

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