*Texto produzido pelo professor Daniel Ovigli
Campos Numéricos teve início com os
seguintes objetivos: (i) situar historicamente os números e a importância dos
diversos povos na construção desse conceito, focalizando a numeração egípcia,
babilônica, grega e romana, (ii) reconhecer a existência de outros sistemas de
numeração, (iii) criar um sistema de numeração próprio e, a partir
desse produto, refletir sobre os limites e as possibilidades dessa produção,
(iv) apresentar as diferentes possibilidades para representar um número:
destacamos neste item a articulação com a ação prevista no objetivo (iii).
Em um primeiro momento (teórico),
problematizamos oralmente a definição de número, seus usos cotidianos e como a
sociedade chegou ao atual sistema de numeração (indo-arábico), além de abordar
as operações aritméticas no campo dos números reais. A discussão foi conduzida
com a utilização da referência abaixo, adaptada especialmente para o trabalho
nessa aula, bem como nas três aulas seguintes:
SOUZA, Eronildo de Jesus. Sobre a história dos números.
Disponível em <http://www.ifba.edu.br/dca/Corpo_Docente/MAT/EJS/SOBRE_A_HISTORIA_DOS_NUMEROS.pdf>.
Acesso em 20 abr. 2014.
Destaque-se que os estudantes foram
incentivados a efetuarem registros de suas produções utilizando câmeras
presentes em dispositivos móveis, socializando-as com a turma e, a
posteriori, empregar tais registros na elaboração de seu portfólio. Uma vez
definidos os símbolos, a próxima etapa foi o desafio de criar uma representação
para ausência de elementos (zero), sendo que nenhum outro símbolo poderia ser
criado, visto que a base já estava definida.
Em um momento de reflexão coletiva
sobre as ideias do texto lido, bem como as produções desenvolvidas, houve
discussão sobre o fato de que os sistemas de numeração, como construção
coletiva e social, portanto humana, podem ser desenvolvidos por cada um de nós.
Buscaram, também, uma relação dessa construção cultural com os conhecimentos
práticos da cultura popular, uma vez que todos os sistemas de numeração
construídos fazem menção a elementos do campo ou do cotidiano.
A fixação das operações aritméticas
(adição, subtração, multiplicação e divisão) ocorreu por meio do
desenvolvimento de jogos, cujo formato poderia seguir aquele já conhecido pelos
licenciandos (roletrando, quebra-cabeça, jogo da memória, etc...)
Fig. 4 – roletrando
das operações com números inteiros




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