O documentário produzido pela Maria Farinha Filmes é no mínimo uma provocação poética. A declaração de um dos seus entrevistados de que "toda educação é um massacre" entra por nossos ouvidos como "arame farpado." Mas há também imagens poéticas, como a analogia que outra entrevistada faz sobre "vida e a brincadeira de empinar pipas." Ela diz: "Brincar para mim é usar o fio inteiro de cada ser. Quando você está usando seu fio de vida inteiro, você está brincando."
Agora que todos partiram para suas vivências do tempo comunidade, pergunto-me sobre nossa capacidade de viver com o fio inteiro, enquanto curso. Será que oferecemos para vocês nossos alunos (coloridas e dançantes pipas que cortam os céus do nosso Brasil) a possibilidade de existirem com o fio inteiro ou nosso curso está a manter a linha todo no rolo? Como é que um educador pode "encurtar o fio da vida" de seus alunos? Dá linha pra pipa, rapaz!
Profª Ana Paula, acredito que estamos agora, como pipas colorindo nossas cominidades. Soltando linha com os novos repertórios construidos em mais um mês de vivência na escola. Agora vamos dar linha ao mergulharmos em nossas realidades. Assim, quem sabe provar novo vôo sobre o desconhecido no já conhecido.
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