Prezados colegas
professores e alunos, estou me juntando agora ao quadro docente do curso e a
professora Ana Paula fez um pedido para que escrevesse um breve texto contanto
um pouco sobre meus temas de pesquisa. Estas são algumas colocações que pensei
para o início da tessitura desta trajetória junto com vocês...
A luta pela conservação
ambiental no Brasil passa necessariamente pela discussão dos modos de vida
rurais – desde os indígenas, chamados por vezes de povos originários, aos
pequenos trabalhadores rurais vivendo em assentamentos de reforma agrária ou em
espaços diversos. Um dos instrumentos políticos para a proteção tanto do meio
natural quanto das relações culturais de comunidades camponesas são as chamadas
Unidades de Conservação de Uso Sustentável, territórios especialmente
protegidos que são caracterizadas pela residência de grupos humanos no seu
interior. Desde 2007 venho trabalhando em especial com um tipo dessas Unidades,
as Reservas Extrativistas, principalmente buscando compreender os processos
educativos que permeiam a vida das populações que nelas e delas vivem. E quanta
ciência e ensino há neles! Como o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro
afirma, a cópia aos modelos homogeneizantes e degradantes à natureza que
enriqueceram Europa e Estados Unidos não nos interessa, é nosso passado. Um
modo de desenvolvimento pautado na valorização e defesa real das diversidades é
o que nos faz sentido, é nosso futuro. Agora a ser construído não apenas em
nossa formação como professores, mas como seres viventes... Vamos juntos?
Prof. Diógenes Valdanha
Neto
Alunos das séries iniciais do
Ensino Fundamental chegando à escola com o transporte escolar aquático. Reserva
Extrativista do Lago do Cuniã – RO – 2012.

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