quinta-feira, 12 de março de 2015

Resistências da Diversidade: o futuro

Prezados colegas professores e alunos, estou me juntando agora ao quadro docente do curso e a professora Ana Paula fez um pedido para que escrevesse um breve texto contanto um pouco sobre meus temas de pesquisa. Estas são algumas colocações que pensei para o início da tessitura desta trajetória junto com vocês...
A luta pela conservação ambiental no Brasil passa necessariamente pela discussão dos modos de vida rurais – desde os indígenas, chamados por vezes de povos originários, aos pequenos trabalhadores rurais vivendo em assentamentos de reforma agrária ou em espaços diversos. Um dos instrumentos políticos para a proteção tanto do meio natural quanto das relações culturais de comunidades camponesas são as chamadas Unidades de Conservação de Uso Sustentável, territórios especialmente protegidos que são caracterizadas pela residência de grupos humanos no seu interior. Desde 2007 venho trabalhando em especial com um tipo dessas Unidades, as Reservas Extrativistas, principalmente buscando compreender os processos educativos que permeiam a vida das populações que nelas e delas vivem. E quanta ciência e ensino há neles! Como o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro afirma, a cópia aos modelos homogeneizantes e degradantes à natureza que enriqueceram Europa e Estados Unidos não nos interessa, é nosso passado. Um modo de desenvolvimento pautado na valorização e defesa real das diversidades é o que nos faz sentido, é nosso futuro. Agora a ser construído não apenas em nossa formação como professores, mas como seres viventes... Vamos juntos?

Prof. Diógenes Valdanha Neto


Alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental chegando à escola com o transporte escolar aquático. Reserva Extrativista do Lago do Cuniã – RO – 2012.


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